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Após promessa de Netanyahu, forças de Israel bombardeiam centro de Gaza

Premiê israelense descartou possibilidade de paz na segunda-feira e nova leva de ataques deixa mais civis mortos em maior hospital de Gaza

Por Da Redação
26 dez 2023, 11h01

As Forças de Defesa de Israel (FDI) bombardearam a região central da Faixa de Gaza nesta terça-feira, 26, depois de o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, rechaçar a possibilidade de um cessar-fogo humanitário no enclave enquanto o grupo militante palestino Hamas não for completamente destruído.

Mais de 100 alvos do grupo, incluindo túneis ao sul de Gaza, teriam sido atacados por terra e ar pelos militares israelenses. As novas investidas, que começaram durante o Natal, teriam deixado ao menos 10 mortos no hospital Nasser, em Khan Younis, o maior centro médico da localidade.

“Havia deslocados e moradores dentro da casa, mais de 20 pessoas, crianças e mulheres. Conseguimos resgatar algumas crianças, mas as restantes foram mortas”, disse o médico residente Salah Shaat à agência de notícias Reuters.

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Em um comunicado, Israel disse ter matado um grupo de supostos combatentes do Hamas que teriam sido avistados em Shejaia, um subúrbio perto da cidade de Gaza, tentando colocar uma bomba debaixo de um tanque.

Desde o início das operações terrestres, em 20 de outubro, cerca de 160 soldados israelenses foram mortos na cidade sitiada, segundo números divulgados nesta terça-feira pela FDI.

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Por outro lado, mais de 20.000 palestinos morreram nas retaliações de Israel ao Hamas, de adorco com números do Ministério da Saúde de Gaza.

Guerra sem fim

Apesar das pressões da comunidade internacional por um armistício, Netanyahu disse que a guerra ainda está longe de terminar. Ele visitou as tropas israelenses no norte de Gaza na segunda-feira e classificou como especulações da mídia uma suposta pausa no conflito.

“Não vamos parar. A guerra continuará até o fim, até que a terminemos, nada menos”, enfatizou Netanyahu, que justifica a continuidade da pressão militar como uma tentativa de libertar o restante dos reféns sob domínio do Hamas.

Ao jornal americano Wall Street Journal, o primeiro-ministro listou três pré-requisitos para a paz:

  1. A destruição total do Hamas;
  2. A desmilitarização da Faixa de Gaza;
  3. A desradicalização da sociedade palestina.

As investidas no Natal acontecem pouco depois de o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovar, na sexta-feira 22, uma resolução que “exige” que todas as partes envolvidas no conflito permitam a “entrega segura e sem obstáculos de assistência humanitária em grande escala”.

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A Rússia e os Estados Unidos, que poderiam ter vetado a medida por serem membros permanentes do órgão, abstiveram-se da votação, o que significa que a resolução foi aprovada com 13 votos a favor.

O Conselho de Segurança demorou quase 80 dias, desde o início do conflito no Oriente Médio, para aprovar um texto com a visão oficial do organismo, o que suscitou críticas por sua lentidão e ineficiência. A maioria dos entraves surgiu por parte dos Estados Unidos, que, aliado próximo de Israel, vetou as propostas que deixavam aberto espaço para críticas contra o exército e governo israelense e que pediam por um cessar-fogo imediato.

O antigo projeto de resolução fazia um apelo à “suspensão urgente das hostilidades” para permitir a entrada de ajuda humanitária em Gaza. Este ponto, no entanto, foi removido e substituído por um apelo a “medidas urgentes para permitir imediatamente o acesso humanitário seguro e sem entraves, e também para criar as condições para uma suspensão sustentável das hostilidades.”

Além disso, uma seção pedia ao secretário-geral das Nações Unidas para criar um mecanismo que seria “exclusivamente” responsável pelo monitoramento dos envios de insumos ao enclave, sem a intervenção de Israel. O ponto também foi foi alterado, e agora pede a nomeação de um “coordenador humanitário sênior e de reconstrução” com responsabilidade de “facilitar, coordenar, monitorar, e verificar em Gaza, conforme apropriado, a natureza humanitária de todas as remessas de ajuda”.

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